Fora do gancho, por Bell Gama
30/04/2009
Hoje é aquele dia típico que você me ligaria.
Dia ruim, conturbado, cheio de afazeres e poucos prazeres.
Dia que vira noite e não percebo, a não ser pelas bitucas acumuladas no meu cinzeiro.
Dia de tédio, que fico no sofá, inerte diante da TV, tentando desligar minha cabeça do mundo.
Dia em que me sinto sufocada, que me dá insônia, que o tic e tac do relógio irrita.
Dia em que penso na vida, em mudar de vida, na morte e em cutucá-la de perto.
Dia em que escrevo mil coisas que não fazem o menor sentido.
Dia em que fico ao lado do telefone esperando tocar.
Bell Gama Abril/2009
Entry Filed under: Uncategorized. Tags: Prosa.
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1.
Antonio Carlos | 30/04/2009 at 9:48 PM
Dia em que você escreve melhor, a cada dia.
Saudade.
Ti doro.
2.
Fábio Oliveira | 07/05/2009 at 9:05 PM
Quem nunca esperou uma campainha, que atire o primeiro aparelho…rs… tá certo que não ando numa fase das mais inspiradas das letras, ando me focando mais em foto-poesia, aqueles tipos de imagens que falam por sí só, mas sinto falta das suas visitas…
Beijos
3.
Fábio Reoli | 07/05/2009 at 9:06 PM
Ah, o comentário ai em cima, é meu…rs
4.
Fábio Reoli | 07/05/2009 at 9:07 PM
Não ando numa fase das mais inspiradas com as letras, ando me focando mais em imagens que falam por sí só, na série foto-poemas, mas sinto falta das suas visitas…
Beijos
5.
Sonia Kahawach | 28/05/2009 at 12:23 PM
A angústia da campainha (hoje se transformou em musiquinha) que não toca…. Quem não sentiu? E o tempo parece interminável………
Horas…
Horas se passam, se vão, são.
Horas…
tão rápidas, tão nada, tão tudo.
Quantas horas vazias,
quantas horas fazem o tempo.
E o tempo o que é?
Conjunto de horas.
E horas… horas…
Oras, isto me incomoda!
Não quero horas e horas.
E as horas aí estão.
Uma, duas…, três…, dez…, vinte…, mil…!
Só horas.
E oras, por que devo aceitar e gostar de horas?
6.
bellgama | 02/06/2009 at 4:20 AM
Sônia, oras… não tinha visto o poema! Uma delícia! Que bom que continua passando suas horas por aqui! beijos