Por que eu amo… minha irmã Carol!
12/06/2011 at 5:10 PM 3 comentários
Eu a conheço há 31 anos. Quando nasci, Carolina já estava lá. Em casa. Ela não gostou nada da minha chegada. Meus pais contam que a Carol dizia que era para me jogar no lixo. Mas não teve jeito. Acabei ficando por ali mesmo e ela acabou se acostumando. Eu queria muito ser amiga dela. Quando éramos crianças brincávamos e brigávamos muito. Eu devia ser muito chata porque a Carol sempre arrumava um jeito de implicar comigo. Ela também não era tão legal assim porque bagunçava todos os brinquedos e depois abandonava deixando tudo para eu arrumar.
Quando ficamos adolescentes nos distanciamos. Aí eu é que não queria mais ser amiga da Carolina. Ela era muito estudiosa e eu era muito porraloca. Mas não adiantava nada. A Carol continuava morando ali, ao lado da minha cama, disputando o controle remoto, um espaço no armário, a atenção dos pais e tudo mais. Certamente, a Carol foi minha melhor competidora. Talvez tenha saído daí uma das características mais fortes da personalidade dela. Basta dizer: duvido para que ela faça coisas inimagináveis.
Na vida toda ela foi assim.
Só ela podia brigar comigo (e mais ninguém).
Foi ela que ficou do meu lado nos momentos mais difíceis da minha vida (e mais ninguém).
Foi ela que me fez acreditar em tudo o que eu posso fazer (e mais ninguém).
Foi ela que sempre enxugou as minhas lágrimas quando eu chorava pelo meu último amor da minha vida (e mais ninguém).
Foi ela com quem dividi quarto, roupa, absorvente, apartamento, pai, mãe, dinheiro… E nunca encontrei alguém tão generosa como ela.
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1.
Gill Dantas | 13/06/2011 às 5:47 PM
Eu admiro muito a Carol, através do pouco que a conheci e através dos seus olhos… muito lindo o texto!
Bjos
Gill
2.
carolgama | 14/06/2011 às 1:05 AM
Eu sempre quis ser mãe da Bell. Sempre quis mandar na Bell. Sempre quis ser a chefinha da Bell. Mas a Bell é indomável. Eu me contento em ser a irmã da Bell, disputando o meu espacinho com uma penca de amigos, dos quais eu tenho sim muito ciúme (deixem um espacinho dela para mim, viu?). A última homenageada da família que não poderia estar mais agradecida por um texto tão lindo, valeu a pena esperar…
Bell, depois de trinta anos descobri q é tudo mentira essa história de jogar no lixo, que agora só vale como lenda da nossa fraternidade. Já sobre os brinquedos…desculpa, mas sabe como é, irmão mais velha tem q ter as suas vantagens…Um brinde, de cosmopolitan, a nós duas, mulheres do Jogo da Vida, sem um tostão no Banco Imobiliário, Masters em assuntos e cultura inúteis, a viver de pouca Imagem, mas muita Ação. Muito amor e pouco War…PS> Cor. Mostarda na Sl. de Música (não conta pra ninguém…)
te amo, Carol
3.
Antonio Carlos | 16/06/2011 às 7:41 AM
Sufocado e atrapalhado pelo advogado escravo dos prazos processuais e pelo professor em tempo de provas, exames e ranger de dentes dos alunos, só hoje o pai relapso teve tempo de ler os textos das duas filhas queridas, a que escreve sobre a outra e a outra que responde, e mesmo com os olhos cheios d’água vê que as duas meninas que brincavam e brigavam como todas as irmãs, se amavam e se amam como poucas irmãs. Se jogássemos a Bell no lixo, a Carol correria para acudi-la, e depois nos poria a correr sem que ninguém nos pudesse acudir. Amo muito minhas duas meninas, que depois se tornaram três (e foi a vez da Júlia escapar de ir pro lixo), e agora já são quatro com chegada da Manuela, e ai de quem puser a mão nela!