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“De assalto” é selecionado para o 4o Curta Atibaia
É com muita alegria que comunico aqui no blog a seleção do curta-metragem “De assalto” para o 4o Festival Curta Atibaia.
Apesar de vocês terem acompanhado toda a história, desde a crônica, passando pelos comentários e a estreia, confesso que jamais achei que iria postar uma notícia dessas aqui. Acho que todos aqueles que fizeram o filme merecem a seleção para o festival. Foi um trabalho feito com imenso carinho por todos.
O filme “De assalto” foi inscrito no festival pelo querido produtor André Moraes, que não só participou intensamente do processo como continua me ajudando até hoje. A ele, toda a minha gratidão.
Quem estiver por Atibaia ou de bobeira por São Paulo neste fim de semana e quiser conferir, o curta será exibido na Mostra Competitiva (competiremos com outros 25 filmes) na próxima sexta-feira (23.10) ás 20 horas no Centro de Convenções. O resultado sai no domingo (25.10) a noite. Quem quiser conferir toda a programação do Festival, acesse: http://www.atibaia.com.br/noticias/noticia.asp?numero=17487
Merda pra todos nós!
(PS: A imagem é o PDF de uma reportagem do jornal “A Cidade” de Ribeirão Preto, do dia 10 de junho, que falava sobre a linda estreia que fizemos no CineClube Cauim)
5 comments 20/10/2009
“Nos campos de Piratininga”

Neste fim de semana, tive o prazer de ver mais uma vez o meu querido amigo/irmão/cumpadre, Murilo Inforsato estrear no teatro. Por isso, decidi escrever um post aqui para recomendar a todos a peça “Nos campos de Piratininga”, que está em cartaz no Teatro João Caetano (o serviço estará embaixo).
“Nos campos de Piratininga” tem a direção da conhecida Imara Reis. No elenco, os competentes os atores: André Persant, Décio Pinto, Gira de Oliveira, Graça Berman, Níveo Guedes, Valeria Simeão, Rodrigo Dorado, Sônia Andrade, o querido Eduardo Silva e o Murilo Inforsato.
Segundo o programa, trata-se de uma peça feita de saudade. Para mim, foi uma verdadeira aula da fundação e miscigenação de São Paulo e do futebol. A peça mostra a evolução da maior paixão nacional na cidade misturada com acontecimentos políticos e econômicos. Você aprende rindo, brincando e descobrindo a história do seu time.
Corinthiana roxa, saí orgulhosa da peça. Ás quintas-feiras, também haverá debates com personalidades do mundo do futebol. Quem for de camisa do time, tem desconto na entrada. Enfim, um programaço para quem gosta de teatro, de bola e de São Paulo.
Vai perder ?
Teatro João Caetano – Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino – SP – Fone (11) 5549-1744
De 17 de setembro a 01 de novembro de 2009
Quintas 20h30 / sextas 21h / sábados 21h / domingos 20h00
Ingressos: 20,00 (inteira) / 10,00 (meia-entrada) / 8,00 (para quem estiver vestindo camiseta de qualquer time) / A bilheteria abre duas horas antes de cada sessão.
Duração – 120 minutos (dividida em dois atos)
Classificação indicativa – livre
Acesso e banheiro adaptado para pessoas com necessidades especiais / Aceita só dinheiro
Estacionamento conveniado – 5,00 (Allpark – Hospital São Paulo – Rua Napoleão de Barros, 715)
Toda quinta-feira, após a sessão, bate-papo com jornalistas, técnicos e jogadores convidados
Ficha Técnica
Texto – Renata Pallottini e Graça Berman
Direção Geral – Imara Reis
Diretor Assistente – Augusto Marin
Produção – Graça Berman ,Wilma de Souza , Décio Pinto e Paulo Del Castro .
Elenco: Eduardo Silva, Graça Berman, Wilma de Souza, Décio Pinto, André Persant, Gira de Oliveira, Murilo Inforsato, Nívio Diegues, Rodrigo Dorado, Sônia Andrade e Valéria Simeão
Administração – Fátima Collétti
Criação e Direção Musical – Paulo Herculano
Criação Musical – Matias Capovilla
Preparação e Arranjos Vocais – Tato Fischer
Iluminação – Kiko Jaess
Preparação Corporal e Coreografias – Augusto Pompeo
Criação de cenário, figurinos e adereços – Luis Carlos Rossi
Assistente de Figurinos – Natália Volpe
Criação e edição de imagens – Zeca Rodrigues e Renata Borges
Pesquisa de imagens – Décio Pinto, Zeca Rodrigues e Renata Borges
Criação Gráfica – Edu Reyes
Assessoria de Imprensa – Sonia Kessar
Coordenação de Produção – Paulo Del Castro
2 comments 21/09/2009
Branco
Quando escrever é seu ofício, escrever por prazer torna-se muitas vezes um peso. Alberto Manguel, que sabe muito o que diz, fala que não existe como escrever por hobby. Infelizmente, escrever coisas que acredito ou que gosto é o meu hobby e por isso não me intitulo escritora. Meu trabalho é outro. Consiste em escrever análises de carros, interpretar números estatísticos da indústria, criar pautas para um site, um jornal e um programa de televisão, no qual também sou apresentadora. Sim, são muitos afazeres. Muitos que fiz questão de acumular por ser workaholic e um “pouquinho” controladora. Mas não estou aqui para reclamar do quanto de trabalho tenho tido nos últimos tempos com os lançamentos que realizamos aqui na empresa.
“Estou muito ocupada” é um clichê que não gosto muito. Não gosto de ouvir nem de falar. A não ser para despistar algumas coisas que não gosto muito de fazer. Sim, sou muito ocupada, mas isso nunca foi desculpa para mim. Sempre consegui de maneira frenética encaixar as coisas do trabalho com pequenos prazeres particulares, como escrever.
No entanto, o que me torna ausente aqui, nesse blog, é um momento de extrema falta de inspiração (ou para os intelectualóides, de “reflexão”). Tenho lido muito, o que sempre me ajudou. No entanto, acho que tenho lido excessivamente e vivido pouco. Minha inspiração também sempre veio das histórias que eu vivia ou que eu observava. Hoje acho que quanto mais leio e menos vivo. Quanto mais leio, vejo como tem gente interessante escrevendo. E é neste ponto que o bicho pega! Você começa a repensar no que escreve e chega a seguinte conclusão: “como eu tenho coragem de postar alguma coisa nesse blog?”.
Nunca me importei em me expor. Não sou, nunca fui e infelizmente acredito que jamais serei uma pessoa reservada. Nunca havia tido esse pavor de me expor. Dizem que quando somos jovens, somos mais corajosos e que quando mais velhos, não nos importamos mais. Acho que estou no meio termo. A beira dos trinta anos, virei menos corajosa do que era e ainda não tenho maturidade o suficiente para “não estar nem aí”. Fora a minha idade, acho que a exposição que vivenciei como filme “De assalto”, foi muito forte. Acredito que vivo um recolhimento intuitivo. Hoje consigo ver o quanto foi emocionalmente difícil ter feito tudo aquilo. Mais difícil ainda foi expor um filme numa tela gigantesca que parece que te sufoca com os seus defeitos, suas decisões… A vontade que dá é sumir, refazer. Por isso, também não me intitulo cineasta.
Enfim, não sei porque estou escrevendo tudo isso aqui. Nunca quis transformar esse blog num relato pessoal. Acho muito prepotente pensar que tem pessoas querendo saber o que faço da minha vida. No entanto, ao entrar por dias seguidos aqui e não conseguir postar nada, absolutamente nada, me deixa triste.
Por isso, prefiro não deixar essas páginas em branco.
Por Bell Gama (agosto/2009)
5 comments 03/08/2009
Curta metragem “De assalto” no jornal “A cidade”
Mais uma vez, faço uma pausa neste blog para falar do curta-metragem “De assalto”.
Está marcada a estréia para o dia 22/06 a partir das 19h00 no Cine clube Cauim.
Realizarei um sonho. O Cauim foi o primeiro cinema que fui na minha vida. Ele ficava ao lado da casa da minha saudosa avó Norma. Tenho excelentes lembranças de me entupir de bala Chita enquanto assistia o Indiana Jones com meu pai. O Cauim completa neste ano trinta anos, assim como eu.
Por isso, faço questão de convidar todos para a estréia ribeirão pretana. Contará não só com a exibição do filme mas a execução de músicas do filme com Francis Wiermann, Márcio Bá e Palhas e Pulhas.
Hoje, o filme saiu em uma bela reportagem no jornal “A Cidade”. Para ler, acesse:
http://www.jornalacidade.com.br/noticias/81459/luz-camera-assalto.html
Nesta semana, também saiu em uma reportagem feita com a atriz Karina Gianecchinni na revista Revide.
Obrigada a todos!

5 comments 10/06/2009
Do meu melhor amigo, para mim…
Tem coisas que são particulares. Outras públicas. Tenho uma dificuldade imensa de reconhecer a diferença entre uma e outra. Mas ao receber por e-mail o texto do meu melhor amigo, Vinícius Caligares, em retribuição ao post anterior (leia), não tenho como deixar de postá-lo aqui.
O amor deve ser público para que sirva de inspiração.
Para a minha melhor amiga, Isabella Gama
Quase tudo em nossa vida não acontece por acaso. Tem um propósito. E se insistir em faltar um, ainda restará mistério. O propósito ainda está por vir.
Insisto em que tudo tem uma razão de ser. Há quem teorize sobre o bater de asas de uma simples borboleta poder influenciar o curso natural das coisas e que, talvez isso, possa provocar um tufão do outro lado do mundo. Ou sobre Cisnes Negros e suas características de raridade, impacto extremo e previsibilidade retrospectiva. Tem até lei a muito tempo guardada em segredo que revela a força poderosa do Universo. Prefiro uma mais simples que aprendi com a Júlia: Freud explica?
Desde a menina que catava lixo e virou modelo até o menino que jogava bola num campinho de várzea que se tornou, por mais de uma vez, o melhor do mundo. Imaginar que colaborar despretensiosamente com um curta-metragem poderia mudar o trabalho, a cidade em que mora, enfim, a vida de alguém. Este mesmo curta iria reafirmar a mais pura e sincera amizade entre dois velhos amigos. Como é possível que um segundo antes ou depois as coisas acontecem com a gente que nos dá a oportunidade daquilo que passa a ser o resto-todo de nossas vidas.
Nos conhecemos crianças. Eu te admirava, mesmo ficando de fora dos convites para ir ao cinema. Segui meu caminho, sem perder o seu de vista. No colégio, você foi Santa Maria. O máximo que cheguei foi a irmão de Jesus. Difícil mesmo foi saber que você já tinha um melhor amigo. Mas tinha certeza que eu era melhor do que ele. Até sua empregada sabia disso. Você ainda não. Ainda a admirava. E em nossos momentos de alegria, fiz de tudo – encarar ciúmes de mãe, inclusive – até você perceber que seria impossível que eles fossem completos sem que eu estivesse ao seu lado.
Estudávamos juntos. Português, Literatura e História sempre tirou de letra. Matemática, Física e Química precisava de ajuda. Eu agradecia. Eram intermináveis exercício. Intermináveis pra você. Eu tinha o prazer de passarmos mais tempos juntos. E juntos andamos de mobilete – e que de tanto ser vista estacionada na sua garagem, nos foi roubada; fomos ao campo de futebol em dia de clássico; assistimos a seu primeiro acidente automobilístico – sim, eu estava junto; andamos de Comodoro e de Landau.
E a vida encarregou de nos separar. Chorei quando não passei no vestibular pra ir pra São Paulo. A separação era inevitável. Nunca perdemos o contato. Ora mais próximo, ora mais distante. Mas o elo sempre existiu. Outra vez, seguíamos caminhos diferente. E mais uma vez, eu sem perder o seu de vista. Você foi brilhante na faculdade. O máximo que cheguei foi graduar-me sem nenhuma DP. Fez novos melhores amigos. Mais maduro, ficava feliz por eles te fazerem bem, mas sempre tive comigo a certeza que eu era melhor do que eles. Eu e a sua empregada. Te admirava ainda mais. O que me doía era o fato de eu não ser completo pra você. Ainda não havia me entregado. Não era inteiro.
E não aconteceu por acaso. Eu estava em férias. Meu primo me avisa sobre o lançamento do seu curta – ainda não havia lido o email do convite da estréia. Me esforço para estar em São Paulo para poder celebrar mais esta conquista sua. E mais uma vez, vou para te prestigiar, mas não inteiro. O curta foi um catalisador. No outro dia, chego na sua casa mesmo sabendo que era hora de você estar no trabalho. Te pego de assalto. Me pego de assalto.
Amadurecemos juntos. Quem me ensinava agora era você. A diferença é que desta vez eu não podia recorrer aos livros. Tinha que ser com você. E mais uma vez, eu agradeci. Foi como se você achasse minha caixinha de brinquedos e me entregasse. Enfim, estava completo. Era inteiro pra você. Novamente, passamos muito tempo juntos. E junto jantamos, fomos a livraria, deliramos, assistimos ao Fiel juntos, fomos a outra estréia e até retornamos pra nossa cidade natal juntos.
E se lá se vão 20 anos, outros mais hão de existir. Não por um acaso, eu não existo sem você. Sei que ainda haverá muitos desencontros, mas com a certeza de que em cada reencontro, sairemos melhor do que entramos. Hoje aprendo muito mais do que ensino.
Se nos encontramos por acaso, feito um acaso nos reencontramos com o propósito de nos redescobrirmos. E se acaso sem propósito nos desencontrarmos, restará o mistério do propósito que estará por vir.
Obrigado por você existir na minha vida. E tenha certeza que continuo a querer que você exista.
4 comments 27/05/2009
Para o meu melhor amigo, Vinícius Caligares

Todo mundo na vida merece ter um melhor amigo. Mas melhor amigo mesmo, daqueles que você conhece na infância e que te acompanha até o fim da vida.
Pelo que vejo, antes as coisas eram mais fáceis. Nascia-se em um lugar e aí você convivia até morrer com aquelas pessoas. Algumas delas se tornavam amigas, outras vizinhas, outras inimigas e ali mesmo você encontrava seus amores. Hoje não. Muitas vezes você nasce num lugar e nunca mais volta pra lá. Outras, nasce, vive e a própria vida vai se encaminhando em fazer escolhas pra você. No meio de tantas variantes, muitas pessoas queridas vão ficando pelo caminho.
Nos dias de hoje, a questão da amizade parece estar sob a teoria de Darwin: só os mais fortes sobrevivem. Vira-se amigo, por pura escolha. Não depende da cidade, do país, da idade, do sexo, de nada. Para ser amigo hoje, é preciso ter um coração forte e uma vontade louca de estar em comunhão com o outro.
Sempre fomos assim. Você e eu. Desde pequenos. Sempre optamos por ficar juntos. Desde quando você quis ir assistir Batman 2 comigo no Cine Comodoro. Você sempre quis estar ao meu lado. Depois que vi que era impossível ter um momento de alegria completo sem você, passei a querer ficar compulsivamente ao seu lado. Nossas mães reclamavam: “você não sai de lá, menino!” ou “volta pra casa, menina!”
Estudamos juntos. Crescemos correndo corredores do colégio. Apressados, fumamos o primeiro cigarro. Alegres, tomamos o primeiro porre. Desiludidos, chorarmos por amores platônicos. E lá nos formamos.
Fizemos diferentes escolhas. Passamos em faculdades diferentes. Mudamos de cidade. Fomos mudando muito. Fisicamente, mentalmente, os gostos, os amores, a rotina. Mudamos quase que por completo. Só não mudamos uma coisa: nossa amizade.
Lá se foram 20 anos. Vivi mais que o dobro da minha vida contando com a tua onipresença. Sei mais quem eu sou com você. Na verdade, antes de você, nem existia direito eu. E muitas vezes foi no nosso reencontro que me redescobri. Como hoje.
Obrigada por você existir na minha vida.
3 comments 26/05/2009
Estréia curta-metragem “De assalto”
Estou ausente do blog por um bom motivo: a finalização do curta-metragem iniciado aqui. Por isso, faço questão de publicar o cartaz da estréia e estender o convite para quem quer que aqui entre.
Obrigada a todos!

Trailler: http://www.youtube.com/watch?v=moRFNOEyQPI
Créditos:
Elenco (ordem alfabética)
Bell Gama
Cristiano Costa
Fausto Ribeiro
Gabriel Galhardo
John Ferriolli
Karina Gianecchinni
Laura Farled
Leo Santarosa
Luara Donegá
Lucas Santarosa
Monalisa Machado
Murilo Inforsato
Neto Donegá
Poliana Savegnago
Equipe:
Preparação de atores:
Fausto Ribeiro e Murilo Inforsato
Produção Musical e Sound design:
Francis Wiermann e Márcio Bá
Músicas cedidas:
“Boa Noite” – Djavan
“Tela Azul” – Palhas e Pulhas
“O céu” – Guilherme Varella, Marina Chierini, Henrique Varella, João Pedro Tonini, Fábio Lacaz e Gustavo Baralho
“O assalto” e “Rolanujaizz” - Francis Wiermann e Márcio Bá
Figurino:
Anna Casanova e Gabriel Galhardo
Locações:
Joe Beer
Evohé
Direção de fotografia:
Aelson Pereira
Áudio:
Fábio Cidrão
Assistente:
Rafael Nalesso
Still:
Francis Wiermann, e Robson Ricatieri
Divulgação:
Fernanda Paulino, Rodrigo Placeres e Priscila Prinet
Produção:
André Moraes e Laura Farled
Montagem e Finalização:
Robson Ricatieri
Roteiro e Direção:
Bell Gama
Agradecimentos (ordem alfabética):
Adilson Ramos
Andrei Furlan
Ângelo Tapias
Antonio Carlos Augusto Gama
Cadu Ramos
Carolina Moreira Gama
Célia Regina Strauss
Cotonete
Djavan
Eduardo Natrielli Ribeiro dos Santos
Enio Porfirio Soares
Fábio Lacaz
Gill Dantas
Guilherme Varella
Gustavo Baralho
Grupo Teatral Engasga Gato
João Pedro Tonini
Júlia Moreira Gama
Marcel Gomes
Maria Delucena Moreira Gama
Marina Engracia de Moraes
Marina Chierini
Maú Pereira
Michel Pastorelli
Miriam Jacob
Priscila Prinet
Regina Curio
Ricardo Ortiz
Rodrigo Mora
Sérgio Lima Gabionetta
Suzete Sueli Sabbag de Bortoli
Taís Egea Marin Guerreiro
Tia Palmira
Virginia Vidal
Zibaldoni
Apoio (logos):
Matel.Doc
Sleep inn
Confort inn
HDV Loc
Soulfree
2 comments 15/05/2009
Para quem esteve sempre tão longe e tão perto
Para quem esteve sempre tão longe e tão perto,
Hoje passei na frente da nossa faculdade e lembrei de você. Lembrei do meu trote. Lembrei que depois do meu trote a gente tomou cerveja. Lembrei que você deixou um bilhete no meu fichário numa folha amarela. Nele dizia que você se lembrava de mim de uma festa em Ribeirão Preto e me deixava beijos na boca. Lembrei que eu não lembrava de você. Mas lembro que achei esse beijo meio atrevido. Lembrei que depois lembrei de você e rimos disso. Lembrei que isso virou assunto por um bom tempo entre nós dois. Até que nós saímos. Lembrei que namorei um tal de “Provolone” que eu odiava. Não lembro porque namorei ele. Mas, lembrei que mesmo assim você quis ficar comigo. Lembrei que duvidava de você e te achava um cafajeste. Lembro que você me disse: “como você quer que eu te peça em namoro sem eu te beijar?” Lembrei que eu era uma boba e protelei o beijo por um tempo. Lembrei que depois eu cedi. Lembrei que quando cedi você já estava em outra, com outras e me tratou mal. Lembrei que neste dia era seu aniversário, eu estava meio apaixonada e fui até Americana, na sua chácara, com a roupa no corpo, só para ficar contigo. Mas lembrei que você estava tão bêbado e nem se importou. Lembrei também que achei que mesmo assim valia a pena. Lembro que valeu. Lembrei que a gente saiu de novo. Lembro que tinha um pôster do Mel Gibson na porta do armário do seu flat. Lembrei que achei isso meio estranho. Lembrei que era dia das mulheres, eu estava voltando para casa de manhã no seu carro, um VW Golf, e que fez questão de não me dar parabéns só para me irritar. Lembrei que assistimos o Oscar e que você se jogou no chão do meu apartamento de felicidade. Lembrei que achava tudo aquilo tão autêntico, que você me ensinava tudo sobre cinema e que sonhava com um mundo muito maior. Lembrei que sempre soube que um dia você sairia fora, que aqui tudo era pequeno demais para você. Lembrei que você achava que eu parecia a Kate Winslet. Lembrei que eu nunca tinha achado ela bonita. Lembrei que naquele ano Titanic levou todos os Oscar. Lembrei quando nos distanciamos. Lembrei quando você se foi. Lembrei que me arrependi por tanta coisa que não disse e por tanta coisa que achava que você sabia. Lembrei da falta que você fazia. Lembrei do orgulho que senti ao ler notícias suas. Lembrei quando você voltou ao Brasil e foi me visitar. Lembrei que estava loiro, magro, não bebia mais e tinha tatuagem. Lembrei que faz tanto tempo tudo isso e que você estava tão diferente. Lembrei que mesmo assim achei que gente iria ficar. Lembrei que a gente não ficou. Lembrei que com exceção das idéias e dos desejos a gente nunca esteve no mesmo tempo e lugar. Lembrei que mesmo assim, com tudo sempre soprando ao contrário, eu sempre gostei de você. Lembrei que sempre achei que você foi um dos meus melhores amigos, uma das pessoas mais especiais que eu já encontrei. Lembrei de tanta coisa. Lembrei, inclusive, que eu nunca quero te esquecer.
Bell Gama / março 2009
5 comments 23/04/2009
Perder para ganhar – “De assalto”

Faço questão de abrir um parêntese neste blog para contar sobre os últimos acontecimentos. Postei há algumas semanas um conto chamado “De assalto”. Pedi a quem lesse, que comentasse respondendo “Quando se sente assaltado”. Tive a grata surpresa deste post ser o mais lido e também o mais comentado. Muitas pessoas se identificaram com a temática e deram respostas lindas e surpreendentes. Ao escrever esse conto eu já tinha em mente a produção de um curta metragem, uma vontade antiga que nunca tinha coragem (ou inspiração) para fazer. Ao decidir executar imaginei que ele não teria o menor sentido se não contasse com uma boa dose de realidade. Por isso, utilizei os comentários como processo de preparação dos atores. Eles foram fundamentais para que toda a equipe e elenco entrassem no clima e conseguissem transmitir durante toda a filmagem a sensação de perda que temos quando somos assaltados cotidianamente.
Durante os últimos dias, mais de 20 pessoas se dedicaram de corpo e alma para a execução desse curta. Ele foi filmado na minha cidade natal, Ribeirão Preto, ao lado de amigos queridos e muito competentes. Durante esses dias, que já considero entre os melhores da minha vida, fui invadida de sentimentos bons e ruins.
Como tudo na vida, para se fazer algo, perdem-se algumas coisas e se ganham outras. “De assalto” agora entra em processo de montagem. Muitas pessoas me perguntaram qual o objetivo dele. Acho que o objetivo maior já foi conquistado: exorcizar, mobilizar e realizar. Espero em breve estar com ele pronto, fazer uma exibição e inscrevê-lo em festivais.
Foi muito gratificante sentir o delicioso gosto da realização. Fazer algo em que se acredita. Olhar nos olhos dos outros e ver que eles acreditam como você. Aprendi muito. Cada um que participou me deu uma lição. Não sei se algum dia conseguirei retribuir tudo o que ganhei. Por isso, quero aproveitar esse espaço e agradecer todos, que de alguma forma, me ajudaram. Faço questão de nomear um a um, em ordem alfabética: Adilson Ramos, Aelson Pereira, André Moraes, Andrei Furlan, Ângelo Tapias, Anna Casanova, Antonio Carlos Augusto Gama, Cadu Ramos, Carolina Moreira Gama, Cristiano Costa, Djavan, Eduardo Natrielli, Fábio Cidrão, Fábio Tinoco, Fausto Ribeiro, Francis Wiermann, Gabriel Galhardo, Gill Dantas, Guilherme Varella, Jonathan Ferriolli, Júlia Moreira Gama, Karina Giannecchinni, Laura Farled, Leo Santarosa, Luara Donegá, Lucas Santarosa, Marcel Gomes, Márcio Bá, Maria Delucena Moreira Gama, Marina Engracia de Moraes, Maú, Michel, Miriam Jacob, Monalisa Machado, Murilo Inforsato, Neto Donegá, Poliana Savegnago, Priscila Prinet, Regina Curio, Rafael Nalesso, Ricardo Ortiz, Rodrigo Mora, Rodrigo Placeres, Robson Ricatieri, Sérgio Lima Gabionetta, Suzete, Taís Egea Marin Guerreiro, Tia Palmira, Virginia Vidal.
A todos: meu carinho eterno e obrigada!
3 comments 13/04/2009
