Busque na arte

Uma vez meu pai me disse que todas as respostas estavam na literatura. Seu melhor conselho me fez ler. Desde então leio incansavelmente e o melhor é que quanto mais se lê mais se descobre que há mais questões por vir. É por isso que desconfio de auto-ajuda, best seller e artigos com mil views. Por trás de cada texto deste tipo sempre há  um conceito maior porcamente traduzido para que todo mundo entenda. Nada contra. É mais fácil aprender o que é facilmente absorvido. Mas, em geral, ser sintético e genial não é tão simples assim. De qualquer maneira, esse pensamento de que posso encontrar as respostas na literatura tem me perseguido. Ampliei esse conceito para as artes.

A arte nasce da intuição, emoção e é interpretada. Assim, acho que todas as respostas estão na arte, incluindo a literatura. Basta ver um quadro do Reimbrandt pra compreender tudo sobre luz e sombra que um fotógrafo precise aprender. Basta ver Velasquez pra entender de enredo. É na Marina Abramovic que mora a essência do flash mob. E seguindo nesta linha de raciocínio foi absurdamente impossível não olhar para Van Gogh e entender tudo de branding, cores e pasmem Photoshop! Van Gogh pintava  camadas. Usava o circulo de cores complementares do Delacroix. Algo que usamos ate hoje pra fazer logomarca. Perspectiva? 3d? É com ele! Filtro do Instagram? Ele fazia na mão! Gênio é gênio. Pessoas que reinterpretam conceitos são incrivelmente boas mas não são gênios.

E também não pense que nada do que to escrevendo agora não tenha já sido escrito. Bobagem! Vá para as artes e encontre um texto melhor. Aposto que vai conseguir!

 

Bell Gama

agosto de 2014

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19/08/2014 at 10:06 PM Deixe um comentário

A margem

“O que se pode esperar de uma cidade que dá as costas para o seu rio?”

(Frase retirada do filme “Medianeras”, de Gustavo Taretto

Hoje li a notícia que o Fernando Haddad incluiu o fim do Minhocão como via no Plano Diretor de São Paulo. Ou seja, o sonho daquele lugar se transformar em parque pode se tornar realidade. E isso tem muito a ver com o que tenho pensado aqui em Paris.

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De todos os lugares que fui nesta viagem o meu preferido são as “Berges de Seine”. O nome é até chique mas nada mais é do que as margens do rio que são belíssimas o ano todo mas se transformam no centro das atenções no verão.

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No pequeno espaço de asfalto entre o rio e a rua acontece de tudo: de piquenique a balada chique, de cooper a patinete, de partida de badmington a espaço de massagem.Há intervenções artísticas simples mas geniais como aquela que você conecta Bluetooth do seu celular e pode colocar uma música para todos ouvirem embaixo de uma das pontes. É isso mesmo, o objetivo é “coloque uma música e chame alguém para dançar”. Simples assim. Tão simples como os pallets que são bancos/mesas como os contâiners com jogos de tabuleiro que podem ser usados e compartilhados por famílias inteiras, como a caçamba que virou mesa de ping pong, como a água que é gelada, de graça e até com gás! Como uma parede que se transformou em parkour de escalada para as crianças brincarem ( e é o lugar preferido da Manu). Há também exposição de fotos, brincadeiras desenhadas no chão, lousa para expressar sua arte e suas ideias. Ou seja, o que Paris me mostrou é que de maneira muito simples e muito criativa a margem pode virar centro e que São Paulo ainda está bem distante disso.

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Para nós, o Tietê é esgoto e a margem é Marginal, um delinquente que a gente tem que enfrentar para cruzar a cidade. Espero que um dia São Paulo seja como Paris. Deixe de ser Marginal. Vire Margem. Vire Centro.

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Bell Gama

Agosto/2014

12/08/2014 at 5:34 PM Deixe um comentário

London, I´ve always loved u…

Eu já sabia que iria amar Londres: todos os amigos falavam que era a minha cara, tem a facilidade da língua, tem a rainha e tem o The Sun, rs. Realmente, eu amei Londres, amei desde o jeitinho gentleman de ser até o tempo maluco, ou no dizer da Bell, são mil estações em um dia; São Paulo perde e muito.

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Mas verão é verão e principalmente lá…é como se o mundo estivesse na rua e, então, imagina a loucura, fila, barulho invadindo monumentos, praças principais, London Eye (que não fomos!), etc. Cheguei a perder a Manu num parquinho com cento e trinta e outras crianças exatamente iguais a ela, cem loirinhos do mesmo tamanho correndo por mil direções como num “onde está wally reloaded”, momento tenso da viagem.

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Mas tirando isso, fomos almoçar nos Jamies Olivers de lá – que não impressionaram nem um pouco o Marcel, por conta de toda a sua expertise e que, sinceramente, poderia estar dando de dez no tal Jamie mas valeu a experiência.

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Mas se Londres foi realmente muito legal, com a Manu bem impressionada com a rainha , Big Ben, Peter Pan, um momento foi só nosso: meu, da Bell e da Marina Abramóvic. Pois é, um sonho realizado.

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Há uns dois anos descobri a Marina pelo filme documentário “The Artist is Present “ e me convenci que e até deveria estar fazendo isso da vida, ou seja, arte performática. Parece piada, mas quem é aquariano vai entender. Pois é, nesse meio tempo, e além de atormentar os amigos falando dela muitas vezes, eu tenho ido atrás, querendo saber o que ela vai aprontar e até que, um mês antes da viagem, demos de cara com a sua nova performance no Serpentine, no Hyde Park que, pura coincidência, era pertinho do nosso hotel. Ainda assim, com tudo a favor, a verdade é que realmente eu não acreditava que poderíamos conseguir realmente vê-la, já imaginando as filas e senhas na porta. Mesmo assim, já em Londres, enquanto eu pensava em dar uma corridinha lá no parque – mas acabei não correndo -, paramos, só de curiosidade, na frente do Serpentine, mais a fim de checar o movimento e até me preparar, emocionalmente, para talvez não conseguir entrar…Eis que a fila era curta, cerca de meia hora estaríamos dentro segundo a “monitora da Marina”. A pergunta, então, da Bell para a monitora foi a melhor: “But, is she really there?!” ; e a resposta da monitora, como se estivesse falando de Deus, foi: “Yeah, she is really here”. Nessa hora quase desmaiamos – quer dizer, eu, eu quase desmaiei. Aí, no momento imediatamente seguinte, começamos a pensar que talvez não estaríamos bem vestidas (roupa de ginástica em mim, chinelo nos pés avariadíssimos da Bell). Mas também era certo que aquela era a chance; se era para ir, tinha que ser daquele jeito e daí fila. A fila mais louca do mundo: um monte de gente, italianos, ingleses, brasileiros, espanhóis, dizendo o nome da Marina e se cogitando o que sairia dali e a resposta era: vai saber? Eu e a Bell ficamos no mundo das cogitações: ela poderia estar pelada – muito provavelmente – , poderia arremessar algo contra a gente, poderia estar enfaixada igual múmia, etc. As únicas explicações sobre a exposição – 512 hours, que é o tempo da duração da exposição -, eram: você deve concordar em deixar todos os seus pertences no armário do museu; deve entrar e permanecer basicamente em silêncio; deve pré-autorizar ser eventualmente filmado e fotografado – mas, graças! -, não fotografarás e filmarás absolutamente nada.

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E então, na fila, percebemos também que algumas pessoas entravam bem descontraídas, ou e bem curiosas, mas e no final, saíam com uma cara mega enigmática. Uns chorando.

Entramos, posso dizer apenas que nos foi dado um protetor auditivo industrial que abafou todo e qualquer ruído externo e, daí, estavámos no mundo da Marina. O resto, não conto – só pessoalmente, pra quem quiser. Não vale a pena estragar a surpresa. Provavelmente, ela deve divulgar um novo documentário sobre essas 512 horas. E valerá a pena conferir, sem dúvida. E até quem sabe foi filmada uma certa doida de roupa de ginástica cor de rosa chorando copiosamente…

Se Londres não marcasse , e marcou demais, Marina já se encarregaria da catarse prometida. E thanks minha irmã e amiga Bell, que esteve comigo ali, mas e não esteve (coisas de Marina…) e, ainda, realmente manteve um contato imediato de terceiro grau com a própria Marina!!! (coisas de Bell, que só acontecem com a “dona” desse blog, vocês bem sabem).

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Por Carol Gama

agosto/2014

06/08/2014 at 1:43 PM 1 comentário

Deauville e suas gaviotas

Foi a falta de tempo e dinheiro que nos levou a Deauville e não para Cote d’azur. Na verdade, desde quando fechamos a viagem para Paris no verão, sonhávamos em viajar dentro do país e, se possível, para alguma praia. Shel descobriu Deauville que fica na Normandia. A cidade é um misto de Campos do Jordão, Guarujá e Poços de Caldas. O Shel foi o responsável por encontrar um hotel incrível: o Royal Barriére que fica ao lado de um Casino do mesmo nome.

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A praia de Deuville não é das mais bonitas. A água é fria e não dá para entrar no mar. Mas nos deliciamos ao sentir a brisa e Manu adorou poder brincar na areia. A experiência em Deauville foi muito diferente. Na praia, ao invés de quiosques, há diversos restaurantes sofisticados. Os preços são bem altos mas é muito divertido tomar champagne em taça de vidro em plena areia. Os esportes mais praticados são hipismo, golf e até mesmo bridge. E isso já diz muito sobre a cidade. As pessoas vão para a praia de roupa e venta muito. O mais bonito de Deauville são as GAVIOTAS, ou melhor, gaivotas que ficam o dia todo compondo a paisagem.

Foi em Deauville que Manu experimentou pela primeira vez um mexilhão e curtiu muito comer direto da conchinha. Nós aproveitamos muito a piscina do hotel que lembra o Pérgula do Copacabana Palace. A única diferença é o preço da cadeira. Para sentar na piscina do hotel francês é preciso reservar e desembolsar 20 euros por dia (com direito a toalha, filtro solar, lenços umedecidos, água e claro, a piscina).

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Deauville estava cheia de turistas (muitos idosos) em busca das promoções de verão. As lojas instalam suas vitrines no meio da rua e vendem tudo. Até mesmo lojas famosas como Printemps fazem isso (e foi lá que descolei uma saia de um estilista famoso com 70% de desconto).

Uma das coisas que vai ficar eternamente na minha memória é o café-da-manhã do hotel em Deauville. Tudo absurdamente delicioso: a melhor manteiga, o melhor iogurte, produtos frescos da Normandia, muitas máquinas de Nespresso, e claro, champagne a vontade.

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Depois do fim-de-semana foi hora de encarar duas horinhas dentro do trem e chegar de volta a nossa casa, em Paris!

Bell Gama Julho/2014

31/07/2014 at 10:11 AM Deixe um comentário

Meu reino por uma sombra em Versailles

Por Carol Gama

 

Depois de alguns dias sem postar, fui incumbida pela BELL de assumir aqui..então, porque a Bell anda ocupada, inclusive teve de se ausentar de passeios por um dia para trabalhar nos freelas, e principalmente porque sou eu a especialista-mor em Versailles – versada em Versailles -, conto como foi. Aliás, nos dias anteriores por aqui, a programação foi diversa mas intensa, com alguns percalços: tentamos ir no Pompideou, e demos de cara com a porta porque era terça, chegamos a andar de bateau, o que foi bem legal, tornamos a andar pela ile Saint-Louis e almoçamos no nosso restaurante de sempre (o St. Regis) e ainda Marcel e papai tiveram a experiência Robuchon, o que da um post por si, sem dúvida.  Mas enfim, voltando a Versailles, compramos ingresso antes, nos preparamos para não ir tão cedo – já imaginando o mar de gente nesse verão – e fomos. Chegando lá, e também devidamente munidos com o necessário para um piquenique – para terror do Marcel, que a todo momento fica nos lembrando que já inventaram mesa e cadeira -, fomos direto para os jardins – e de novo tentando evitar o tanto de turistas, que se aglomeravam de forma louca no castelo. Achar uma sombra não foi fácil; isso, para quem viaja com criança pequena e impaciente, requer algum tempo de levada em colo, cavalinho, arrastamento forçado pela mão e mil respostas para a pergunta “tá longe?”. Mas finalmente encontramos nosso laguinho e fizemos um piquenique divertido. Olha só:

Piquenique

Chegada a hora de irmos no castelo, porque essa hora ia chegar, respiramos fundo e encaramos; antes disso já tinha preparado a Manu com a historinha adaptada de Maria Antonieta – que ela, juro que não sei porque, só chama de Marie Antoniette. Pois na minha versão infantil, a história-estória é assim: havia uma princesa que muito nova veio para Franca se casar com o príncipe Luis; quando ela chegou, com as roupas do país dela, tiveram que tirar toda a roupa dela e vesti-la com as roupas da França e nunca mais ela pode nem se vestir sozinha; dai o rei mais velho morreu e ela e o Luis viraram reis, muito novos; depois que ela virou rainha, ela começou a gastar muuuuuitoooo dinheiro com roupas, sapatos, chapéus e perucas, e o Luis com armas e outras coisas de meninos, tirando dinheiro do cofre do povo – essa parte já é uma pequena lição contra o consumismo desenfreado; o povo se revoltou, porque tava com fome, e invadiu o castelo e dali tirou a rainha e o rei, e a Franca nunca mais teve rei (nessa viagem, mais adaptações maravilhosas sobre Napoleão e Cleópatra). E assim, devidamente evitados sangue, morte e decapitação – apesar de que ela pressentiu que não foi muito bom o povo invadir o castelo. Bom a historia já estava naquela cabecinha quando a gente foi visitar o castelo e tudo misturado com outras coisas, que sinceramente não sei se li ou inventei, como a de que a Sala dos Espelhos inspirou o salão onde dançam a Bela e a Fera, tornaram a visita um pouco menos chata para ela. E lógico que essa visita foi na corrida intensa para ver aposentos e salões principais, não dava para ficar perdendo muito tempo sob o risco de cansaço extremo, calor absurdo, gente se acotovelando, concussão de ipad dos outros na nossa cabeça.

castelo

A Bell, que não perde tempo, saiu logo do castelo e entrou numa fila – inevitável no verão – para alugar um carrinho de golfe; ele dá acesso aos jardins de forma, realmente, menos cansativa. Deu certo.

carrinho

Fomos todos, menos o Marcel que não pode porque o carrinho era para quatro, e creio que essa foi a hora mais divertida para Manu porque paramos no lago principal, chamado Pequena Veneza, e ela pode alimentar os peixes, os cisnes e ainda convenceu o Babu e o pai a levarem ela de barco a remo pelo lago. Nessa hora, eu que não sou nem boba e conheço bem minha filha, não me arrisquei: foi uma remada com ela o tempo todo tentando tomar os remos dos dois, no que eu e Bell aproveitamos o carrinho para darmos uma volta a mais.

barco

Chegada a hora de ir embora, demos aquela última olhada no portão do castelo, que por si já é um caso à parte, e não saía da minha cabeça a grande ironia daquilo tudo: o que já foi tão exclusivo, tão especialíssimo, tão restrito hoje invadido, por tanta gente, e se isso não é Revolução não sei mais o que é. Fomos brindados por algumas gotas de chuva, mas a chuva não chegou a cair e a volta nos reservou algumas dificuldades entre estação de metro quebrada, ônibus tomado na hora do rush – que existe sim aqui -, mas valeu. Jantamos em casa, graças ao chef Marcel Robuchato (brincadeira, hein?, ele é fofo, só não gosta de nada que tem a ver com sair do apartamento).

Portao

Bom, essa foi a nossa visita que também nos ensinou a não ir em lugar tão turísticos no verão e o plano agora vai ser seguir os parisienses em passeios como Marais, Sena ao entardecer e anoitecer, porque la tá bombando, hein? Tá demais.

E como não sei se escrevo algo mais por aqui, quero aproveitar o espaço de blog para um registro; nada contra tirar fotos, Bell inclusive trouxe uma máquina nova que tem nos gerado grandes alegrias entre iphones com mil selfies, mas eu me pergunto: porque, por que, PQ tantos registros de mil equipamentos em frente de quadros, estátutas, monumentos, grama? Como é possível isso ser minimamente legal, coerente com qualquer coisa da viagem? isso nunca mais vai ser visto porque ninguém vai se prestar a olhar três mil fotos que poderiam ser encontradas na internet, num livro, em qualquer lugar! Como diz um comediante que amo, C.K. Louis, GENTE! olha para a coisa, olha para a pessoa com os OLHOS, não através de uma lente! Aquilo, sem uma droga de um treco na sua frente, é totalmente HD, tem a melhor resolução! Meu protesto, então, contra essa conduta totalmente incompreensível pra mim.

carol

julho/2014

 

 

 

25/07/2014 at 10:40 AM 5 comentários

Domingo no Parque com super jet lag

Acordamos super tarde neste domingo e a ideia era passar um dia leve e divertido para tentarmos tirar o cansaço. A Carol já havia pesquisado sobre o Parc André Citroen que fica numa área que eu não conhecia de Paris. Ele é conhecido por suas fontes de águas e seus jardins sensoriais. Acreditávamos que o calor merecia um banho de fonte. Mas o tempo, pela primeira vez, não estava tão quente. 

A caminho do parque

A caminho do parque

Desta vez, as fotos falam por si. O parque vale muito a pena! Há pouquíssimos turistas e muitas pessoas fazendo piquenique. Inclusive, o Babu e a Carol conseguiram dar uma corridinha e claro, depois, não deixaram de entrar na fonte. 

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Entre as coisas que nos chama a atenção em Paris são os parques infantis. Eu os chamo de “parque design”. Isso porque todos os brinquedos têm a junção de forma/função e são uma aula de design. Todos os pavimentos são emborrachados. É realmente incrível. 

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Depois do piquenique, voltamos para o apê e o Shel fez mais um jantar divino. O sono não chegou porque a noite também não chega por aqui. Verdadeiros protagonistas do filme “Insônia”, Babu e eu decidimos sair pelo bairro. Fomos até Saint Germain de Prés, sentamos nos botequins e aproveitamos o fim de noite como se fosse happy hour.

 

Bell Gama

julho 2014

 

21/07/2014 at 7:05 AM 1 comentário

Um sábado qualquer (só que não)

Dormi como uma pedra na primeira noite em Paris. Eu estava muito cansada do voo e cheia de dores. O jet leg pegou pesado. É que por ser verão e anoitecer às 22h é ainda mais difícil saber que horas são, se é hora de acordar, almoçar, jantar ou dormir. É uma experiência muito diferente ter um dia com tantas horas.

Acordamos, tomamos café da manhã e o plano era desfrutar o sábado nas proximidades já que Paris está lotada neste verão. A Carol queria ir na Fauchon uma loja gourmet que vende geleias, doces, foie gras e coisinhas parisienses. Fica na Madeleine, quase 2km do nosso apê.

Atravessamos o Sena e demos de cara com o Tuileries, o jardim que a Manu escolheu como dela nas últimas férias. Agora, sendo ainda mais perto do apê, é o quintal da Manu. No verão, o jardim recebe um parque para as crianças e por isso tivemos que interromper o passeio para que a Manu fizesse o dela. Começamos pela roda gigante. Apesar de eu ter um pouco de medo, a paisagem de Paris me chamou. Lá de cima dá para ver porque essa cidade é tão linda. Dava pra ver desde a Sacre Coeur até a Torre, Notre Dame e Montparnasse. O Babu teve medo e o ponto alto da roda gigante foi a Manu zombando do avô: “O Babu tem medo, o Babu tem medo”. Muitos brinquedos incríveis fariam qualquer criança amar o parquinho.

Do alto da roda gigante

Do alto da roda gigante

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A Manu elegeu um carrinho como o seu preferido. Enquanto a Manu brincava, Shel e eu desfrutávamos de um pint de Stella gelado para acalmar o calor. Aliás, outra coisa para se admirar em Paris. Pode-se ser criança e pode-se ser adulto ao menos tempo. Depois do parquinho ela foi relembrar a última viagem em uns brinquedos tradicionais que existem no dentro parque. Uma lembrança que ficará para sempre pois tenho certeza que quando a Manu estiver adulta e voltar para Paris, esse parque continuará existindo. Decidimos almoçar por lá mesmo. Uma churrasqueira fazia grelhados incríveis, linguiças, salsichas, joelho de porco, frango e apenas por 8 euros.

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Continuamos subindo sentido Madeleine, mas ao chegar na St Honoré demos de cara com a Colette, loja de hype de roupa e design preferida da Carol. Foi impossível não entrar. A Carol quis me mostrar algo especial: na Colette é possível fazer o seu perfume na hora. As fragrâncias estão prontas. Mas você escolhe e a perfumista prepara o seu vidrinho na hora, com direito ao seu nome na etiqueta e tudo. Enfim, foi impossível resistir. Fizemos os nossos perfumes e será mais uma lembrança que ficará para sempre.

Perfume para Bell Gama Paris'14

Perfume para Bell Gama Paris’14

Neste momento, Manu se rendeu ao cansaço e enquanto o Shel e o Babu ficaram num Bistrô com a pequena, Carol e eu continuamos as andanças rumo a Fauchon. Paramos na Lavinia, tradicional loja de vinhas e compramos um Billicart Salmon para surpreender a família e chegamos na Fauchon. Realmente é uma experiência incrível. A loja tem tanta coisa para experimentar que fica difícil escolher. Depois de comprar algumas coisinhas, sentamos e a Carol realizou o sonho de comer o melhor eclair de Paris. Um brinde das irmãs com champagne e eclair de chocolate.

As três delícias de Paris: Champagne, Carol e Eclair

As três delícias de Paris: Champagne, Carol e Eclair

Fomos brindadas com uma chuvinha deliciosa na volta para o apê. E aí foi só gostosura com direito a vinho e escalda-pé em família.

Escalda-pés em família

Escalda-pés em família

E é só o começo!

Viva Paris!

Bell Gama

julho/2014

20/07/2014 at 11:01 AM Deixe um comentário

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